Cabeceiras de Basto quer alargar rede de mosteiros beneditinos e chegar ao sul da América


O diretor regional de Cultura do Norte, António Ponte, deixou, esta semana, um desafio à câmara municipal de Cabeceiras de Basto:  integrar um itinerário cultural mais alargado da rede de mosteiros beneditinos, a partir de Portugal, mas que chegue também ao continente sul-americano, “onde Portugal tem de facto uma ação essencial”. António Ponte, que falava durante a apresentação do guia ‘Monumentos Norte de Portugal’, assegurou que o ‘convite’ para este “projeto muito interessante” vai ser direccionado também a outros municípios que têm este género de património.

“No Norte está localizada a casa-mãe do movimento beneditino, o Mosteiro de Tibães, em Braga, e a Direção Regional de Cultura do Norte está muito disponível para apoiar e ser parceira com todos os agentes do território que estejam interessados neste processo”, referiu António Ponte. Esta decisão surge após a apreciação da comissão nacional da Unesco no sentido de encaminhar a inscrição do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, em Cabeceiras de Basto, para uma candidatura de dimensão mais alargada.

E, a pensar nisso, o guia, uma parceria da Turismo Porto e Norte de Portugal e da Direcção Regional da Cultura do Norte, é “um instrumento essencial para dar visibilidade à região”. salientou, ainda, nesta apresentação. “O património monumental, aliado à gastronomia e ao património natural, vai dar escala e volume, solidificando a oferta para aumentar o tempo de permanência e amortizar a sazonalidade turística”, assegurou António Ponte, elogiando o trabalho e a aposta do município de Cabeceiras  de Basto nestas áreas.

Na sessão de apresentação da brochura, o presidente da câmara municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, começou por evidenciar que “apesar do esforço realizado por inúmeros agentes económicos, sociais, culturais, políticos e outros, o conhecimento de grande parte dos monumentos é ainda incipiente para a grande maioria dos portugueses e, ainda mais, para os estrangeiros que visitam”. Por isso, acrescentou, “tudo o que puder continuar a ser feito para elevar esse conhecimento é bem-vindo”. Francisco Alves destacou ainda todo “o excelente trabalho” já realizado no âmbito do processo do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, aceitando o desafio para se apresentar uma “candidatura conjunta” com outros mosteiros beneditinos.

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